Chapters na ília: porque fui surpreendido

Autor: Arthur Fonseca

Quando cheguei na ília, em 2016, lembro que a empresa já era conhecida por construir produtos digitais, tendo uma equipe bem forte de designers e desenvolvedores Android e iOS. Na época, entrei para atuar em um projeto de uma grande empresa de seguros e por ser novo eu ainda não conhecia muito bem o time e como as coisas funcionavam.

Por que fui surpreendido pelas chapters da ília?

Naquela época, eu achei que era o único desenvolvedor Java da empresa. Percebi que a ília trabalhava com uma stack bem poliglota a nível de back-end e front-end, dependendo do projeto. Com o back-end, por exemplo, temos pessoas que trabalham com Node, Ruby, .NET, Java, Kotlin, Scala, entre outros, mas na época eu ainda não sabia disso tudo.

Apesar do meu time ser bem qualificado, me senti um pouco deslocado nos primeiros meses. Eu tinha a impressão de que ao conversar sobre backend, o time só falaria sobre Node ou Ruby. Foi aí que me surpreendi novamente, pois conheci outras pessoas que também trabalhavam com o Java em outros projetos.

Não me levem a mal, mas não sou do tipo de pessoa que acha que o Java é a resposta para tudo, porém, ainda vejo mercado para ele em vários cenários. Foi a partir daí que comecei a ficar empolgado, afinal, percebi que tínhamos pessoas para discutir sobre alguns dos principais pontos que poderíamos evoluir.

De onde surgiram as chapters?

Em 2017, adotamos na ília um modelo de chapters e guilds influenciado pelo Spotify. Digo influenciado, pois não temos um produto musical dividido em módulos por times e muito menos somos uma empresa da Suécia. Além disso, esse “modelo” se tornou uma buzzword e um ideal a ser alcançado que só funciona dentro da própria cultura deles.

Quando vejo alguém falando que faz algo “igual” ao Spotify, não acho que fala por mal, mas essa pessoa ainda não percebeu que ecossistema e cultura são coisas únicas. O importante é entender a cultura da sua empresa e como as pessoas influenciam e são influenciadas por ela.

Hoje, aqui na ília, existem várias chapters acontecendo ao mesmo tempo. De fato, essa cultura criou raiz e hoje é uma realidade cada vez mais viva na nossa empresa, valorizando a troca de conhecimento e, principalmente, favorecendo os projetos em que atuamos.

Segundo o antropólogo Edward Tylor, cultura é “todo aquele complexo que inclui conhecimento, crenças, arte, moral, lei, costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade”.

É sobre isso que quero tratar na minha série de conteúdos sobre as chapters na ília, afinal, elas são vários grupos formados por pessoas com habilidades em comuns que se juntam para discutir tendências e compartilhar conhecimentos de forma autônoma e sustentável.

Quero abordar alguns aprendizados que obtive ao longo da minha jornada na ília e fora dela, entendendo que as pessoas têm um lado sociável e que se reúnem por objetivos e pautas em comum. Trabalhando ou não em empresas de TI, tenho a certeza de que você conseguirá colocar as dicas em práticas!

Você pode acompanhar outros dois artigos desta série:

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