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Tendências Financeiras para 2026: Um Roadmap da Inovação no Setor

13/10/2026

Especialidade
Ília

Serviços Financeiros

Desenvolvemos produtos digitais para os principais bancos, fintechs e empresas de serviços financeiros, focando em crescimento de eficiência operacional e financeira.

Conhecer

O ano de 2026 será marcado pela consolidação de novos modelos operacionais e tecnológicos no setor financeiro. Com 82% das transações bancárias já digitais (Febraban, 2025), a agenda mostra foco em eficiência operacional, escalabilidade e uso estratégico de dados e inteligência.

Ao mesmo tempo, avanços regulatórios como a recente definição do Banco Central sobre Banking as a Service (BaaS) fomentam um ambiente mais seguro e previsível, servindo como catalisador para inovação e expansão. 

Nesse cenário de convergência tecnológica e maturidade regulatória, as oportunidades vão além da simples digitalização. Sobretudo, monetizar dados com precisão, reduzir o time-to-market e transformar compliance em vantagem competitiva tornam-se prioridades estratégicas. Por consequência, empresas que alinharem suas operações a esse novo contexto avançam em eficiência, escalabilidade e competitividade.

Continue lendo o artigo e saiba quais tecnologias serão priorizadas para o ano de 2026.

Previsões Orçamentárias para 2026

Segundo a pesquisa Previsões Orçamentárias 2026 da Gartner, que ouviu CFOs e líderes financeiros:

  • 64% dos CFOs esperam que as despesas de SG&A (em português: Despesas de Vendas, Gerais e Administrativas) cresçam mais lentamente do que a receita em 2026.
  • 54% planejam que esse crescimento fique de um a cinco pontos percentuais abaixo do crescimento da receita.
  • 51% esperam que a margem de contribuição dos produtos ou serviços principais aumente.
  • 44% antecipam uma mudança de um a cinco pontos percentuais no mix de produtos em direção a ofertas de maior margem.

Esses dados mostram uma tendência a equilibrar orçamentos mais apertados com eficiência operacional e inovação focada na jornada do cliente. Em outras palavras, a prioridade é reduzir despesas indiretas sem comprometer a expansão do negócio.

Para que esse equilíbrio aconteça da melhor forma, podemos atribuir o uso de Inteligência Artificial, automação de processos, cloud e integração via BaaS. Que sao tecnologias capazes de otimizar gastos, aumentar a produtividade e criar serviços escaláveis e personalizados. Ao mesmo tempo que fortalece a experiência do cliente e a competitividade das instituições financeiras. 

Quer saber mais sobre as prioridades regulatórias para 2026? 

Prioridades Regulatórias para o Banco Central do Brasil

O Banco Central publicou ainda em 2025 suas prioridades regulatórias e definiu para 2026 um conjunto ações que refletem diretamente nas tendências financeiras do setor:

  • Pix e Mecanismo Especial de Devolução (MED): a funcionalidade aprimorada do MED, que permite a contestação simplificada de transações suspeitas de fraude ou erro sem interação humana, será obrigatória para todos os participantes do Pix a partir de 2 de fevereiro de 2026.
  • Open Finance: a agenda evolutiva do Banco Central para os próximos anos será focada em aprimorar a performance do sistema, a qualidade dos dados trafegados e expandir as funcionalidades para incluir novos serviços, como investimentos e seguros.
  • BaaS (Banking as a Service): a Resolução Conjunta nº 16, que regula o BaaS, definiu que a prestadora é responsável pelos serviços prestados e a tomadora atua apenas como distribuidora. Assim, delimita serviços, proíbe subcontratação e tarifas próprias, e exige governança, auditorias e due diligence. Além disso, mantém a responsabilidade sobre o cliente final e reforça a transparência e supervisão do Banco Central, com prazo de adequação até 31/12/2026.
  • Tokenização e Ativos Virtuais: o Banco Central formalizou um novo marco regulatório para as prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) por meio das Resoluções BCB nºs 519, 520 e 521. As empresas terão até 2 de fevereiro de 2026 para se adequarem às exigências, que incluem autorização de funcionamento e regras para operações de câmbio e capitais internacionais.
  • Inteligência Artificial: a IA se tornará mais especializada e integrada às operações, com a IA agêntica otimizando decisões em tempo real. A segurança digital será intensificada, e infraestrutura em nuvem híbrida será essencial para suportar seu avanço.
  • Sustentabilidade: o setor financeiro decide incorporar ESG à contabilidade, com normas mais claras para mensurar ativos e passivos sustentáveis. Além de exigir divulgação transparente de riscos e oportunidades, seguindo padrões globais e locais.
  • Tarifas bancárias e prevenção à fraudes: revisão de normas de cobrança e aperfeiçoamento de controles para reduzir riscos aos clientes.

Para instituições financeiras e fintechs, essas prioridades regulatórias representam tanto desafios quanto oportunidades. 

Empresas estão investindo em fornecedoras consolidadas de tecnologia para estruturar operações de BaaS, integrar Open Finance e tokenização, implementar IA agêntica e reforçar controles de compliance e prevenção a fraudes. 

O diferencial competitivo em 2026 estará em transformar essas exigências em operações eficientes, escaláveis e confiáveis, aproveitando a regulamentação como alavanca para inovação sem comprometer a confiança do cliente.

Tecnologias-chave que são tendências financeiras para 2026

O ano de 2026 será decisivo para a consolidação de tecnologias que aumentam eficiência e também permitem criar operações escaláveis, seguras e orientadas por dados. As principais áreas de investimento das instituições financeiras incluem:

IA Agêntica e Multiagentes

Até 90% das funções financeiras devem adotar ao menos uma solução de inteligência artificial até 2026, segundo a Gartner. O sucesso depende da colaboração humano-máquina, o chamado loop de aprendizado, em que cada parte potencializa a outra, gerando valor de forma contínua e iterativa.

A IA agêntica já permite:

  • decisões em tempo real com maior precisão
  • automação de processos críticos de ponta a ponta
  • gestão de riscos mais eficiente e responsiva
  • colaboração entre múltiplos agentes para orquestrar fluxos complexos
  • redução da necessidade de intervenção humana contínua

A pesquisa 2026 Gartner CIO and Technology Executive Survey mostra que:

  •  55% dos CIOs e executivos bancários planejam implementar IA generativa nos próximos 12 meses.
  • embora apenas 13% tenham avançado efetivamente, reflete um certo receio devido ao alto custo de falhas no setor financeiro.

Como superar esse desafio? Com a maturação e especialização da IA, instituições financeiras estão cada vez mais recorrendo a fornecedoras de tecnologia reconhecidas.  

A ília atua como parceira estratégica nesse cenário,  apoiando a adoção segura e escalável de soluções de IA, com casos de uso práticos que aumentam eficiência operacional e garantem compliance, transformando inovação em resultados tangíveis e mensuráveis. 

Confira mais insights no relatório ISG Provider Lens™ Generative AI 2025.

Cloud Híbrida 

Para 59% das instituições financeiras, a infraestrutura tecnológica é prioridade, consolidando a cloud híbrida e a supercomputação como elementos essenciais para suportar IA avançada e grande volume de dados. 

A nuvem híbrida oferece escalabilidade e garante soberania sobre os dados, requisitos fundamentais para operações reguladas e análises preditivas.

A maioria das instituições, 89%, planeja aumentar os investimentos em cloud em comparação ao ano anterior, enquanto 11% manterão o mesmo nível, evidenciando o reconhecimento do setor sobre os ganhos em flexibilidade, segurança e capacidade de inovação. 

Entre os bancos, 80% utilizam cloud híbrida, e mais de seis em cada dez preferem cloud privada, obtendo maior controle sobre recursos e compliance customizado para o negócio.

BaaS, Open Finance e Embedded Finance

A Resolução Conjunta nº 16 do Banco Central, somada aos avanços em interoperabilidade e nas jornadas de compra e crédito, reforça que essas plataformas estão pavimentando um ecossistema financeiro cada vez mais colaborativo. 

Até 2026, espera-se que a integração segura e a conformidade regulatória acelerem a expansão de produtos digitais, tornando as ofertas mais fluidas, conectadas e eficientes para consumidores e instituições.

BaaS (Banking as a Service)

Plataformas de BaaS permitem que empresas não bancárias (como e-commerces, aplicativos e ERPs) ofereçam serviços financeiros utilizando a infraestrutura de bancos autorizados. 

Ainda sobre a Resolução Conjunta nº 16, ela estabelece papéis claros: a instituição prestadora é responsável por compliance, serviços e relacionamento com o cliente final; a tomadora, ou empresa parceira, atua apenas como distribuidora, sem subcontratar serviços regulados ou aplicar tarifas próprias.


As tendências apontam para padronização de APIs, automação de processos de KYC (Know Your Customer) e onboarding, além de governança de dados estruturada, com prazo de adequação até 31/12/2026.

Open Finance

O Open Finance permite o compartilhamento consentido de dados e produtos financeiros entre instituições, promovendo maior transparência e competitividade. No Brasil, o ecossistema cresce rapidamente: 62 milhões de consentimentos registrados (+44% YoY) e 2,3 bilhões de chamadas de APIs por semana.

A Fase 4 foca na ampliação para crédito, investimentos, seguros e câmbio, com impacto direto na hiperpersonalização de ofertas, onde dados são usados para experiências mais relevantes. 

Segundo o Banco Central, essa evolução tende a “eliminar assimetrias de informação e barreiras operacionais”, permitindo que produtos financeiros sejam ofertados com mais precisão, velocidade e equidade, e assim, fortalecer a competição e ampliar o valor entregue ao consumidor.

Embedded Finance

No modelo de embedded finance ou finanças integradas, serviços financeiros são integrados diretamente em plataformas não financeiras, como crédito no checkout de e-commerce ou contas digitais em apps de delivery. 

O principal ganho do embedded finance está na experiência fluida. Ao eliminar fricções e etapas desnecessárias, as empresas conseguem:

  • aumentar a conversão e a fidelização dos clientes
  • oferecer jornadas personalizadas e contextualizadas
  • criar novas fontes de receita a partir de serviços financeiros
  • reforçar a presença da marca no cotidiano dos usuários

Uma pesquisa da McKinsey mostra que, com o Embedded Finance, o custo de aquisição de clientes pode cair exponencialmente. Enquanto isso, as taxas de conversão podem triplicar, passando de 15% para mais de 50%. 

Enquanto isso, o uso de analytics preditivo e IA para decisões em tempo real também é uma forte tendência que permite que qualquer empresa incorpore serviços financeiros de forma nativa na experiência do cliente, criando vantagem competitiva e engajamento mais profundo.

Leia Também: O que é Embedded Finance: 5 práticas que favorecem uma implantação assertiva na sua empresa

Vejamos uma conexão entre essas tendências financeiras

BaaS fornece a infraestrutura, Open Finance viabiliza o compartilhamento de dados e Embedded Finance facilita experiências integradas e personalizadas. 

Tokenização e O RWA Sustentável como tendência

O RWA Sustentável é um projeto do LIFT Learning que busca criar uma infraestrutura regulatória e tecnológica para permitir a emissão e negociação. Com foco em blockchain pública, de CPRs e CRAs verdes tokenizados, facilitando o investimento estrangeiro em projetos rurais sustentáveis no Brasil. 

O desenvolvimento ocorre em duas frentes:

  • Tecnológica, focada na padronização de tokens verdes, contratos inteligentes e integração com padrões como o Drex.
  • Regulatória, dedicada à governança, sustentabilidade e alinhamento com benchmarks internacionais (Suíça, EUA, Singapura, Hong Kong, Emirados Árabes e UE).

Como publicado pelo Banco Central: “O objetivo é desenvolver uma infraestrutura tecnológica e operacional, com respectivas sugestões de ajustes regulatórios, que viabilize a compra dos instrumentos financeiros Cédula de Produto Rural (CPR) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) verdes tokenizados por investidores estrangeiros, direcionando recursos para projetos rurais sustentáveis.”

Cibersegurança Zero Trust e Preemptiva

O cenário atual consiste em alta exposição de APIs, nuvem, tokenização e compartilhamento de dados. A segurança começa a deixar o comportamento reativo e torna-se um poderoso ativo da infraestrutura digital. E, nesse contexto, vemos a ascensão de dois conceitos: Zero Trust e segurança preemptiva.

Zero Trust: parte do princípio de que nenhum usuário, dispositivo ou aplicação deve ser considerado confiável por padrão. Pede validação contínua, monitoramento constante e análise de risco  bem catalogada, para reduzir vulnerabilidades e proteger ativos críticos

Segurança preemptiva: expande a lógica da telemetria avançada, análise do comportamento do usuário, machine learning e automações para identificar e bloquear ameaças antes que elas ocorram. 

A ideia é estabelecer uma camada de segurança contínua e cada vez mais robusta, repleta de ações em prevenção ativa, conforme citado no relatório Gartner Top 10 Strategic Technology Trends for 2026.

Juntos, são modelos que criam essencialidade para lidar com fraudes digitais sofisticadas, ataques automatizados e complexidade operacional crescente. Para instituições financeiras, adotar zero trust e segurança preemptiva significa elevar padrões de conformidade, reduzir riscos sistêmicos e garantir um ecossistema mais protegido para produtos e serviços digitais de próxima geração.

Conte com a ília para inovação e conformidade financeira

O ano de 2026 consolidará uma nova fase para o setor financeiro. Para além disso, a combinação de IA agêntica, cloud híbrida, tokenização, Open Finance, embedded finance e segurança Zero Trust já compõe o núcleo das instituições que buscam escala, precisão regulatória e excelência operacional.

Como a ília entrega resultados concretos:

Compliance integrado: Modelos de conformidade ética, integrações seguras e arquiteturas auditáveis alinhadas à Res. 16 e ao Open Finance.

IA agêntica: Agentes especializados para crédito, risco, fraude e CX operando em tempo real com alta precisão.

Cloud híbrida: Arquiteturas multicloud interoperáveis, escaláveis e altamente disponíveis para serviços essenciais.

Visão 360° com dados estruturados: Lakehouse e pipelines padronizados gerando insights confiáveis para crédito, investimentos e risco.

Zero Trust: Validação contínua de identidades e transações, reduzindo superfícies de ataque e reforçando resiliência operacional.

CX de confiança: Fluxos integrados entre canais, resposta inteligente e experiências consistentes que fortalecem relações.

UX especializado em serviços financeiros: Design orientado a compliance, clareza operacional e tomada de decisão segura e intuitiva.

Atuamos com players parceiros na construção e evolução de soluções para bancos e fintechs com engenharia de alta performance usando Salesforce, Apex, AWS, Bedrock, LangChain, AgentForce, Databricks, Genesys Cloud e outros players do mercado.

Como capturar as oportunidades para 2026

Para aproveitar esse momento, empresas do setor financeiro podem adotar três movimentos estratégicos:

  • Evoluir modelos operacionais com automação inteligente e decisões em tempo real.
  • Padronizar dados e integrações para sustentar jornadas hiperpersonalizadas.
  • Transformar compliance em vantagem competitiva por meio de arquitetura, governança e rastreabilidade.

Os líderes que conseguirem equilibrar inovação, custo, segurança e experiência do cliente estarão preparados para operar com velocidade e precisão em um ambiente de mercado cada vez mais conectado.

Por que a ília:

A ília atua como parceira estratégica para transformar tendências em resultados com engenharia de alta performance, IA especializada, governança sólida e experiência comprovada em operações reguladas. Assim, a inovação deixa de ser um risco e se torna vantagem competitiva sustentável.

Em 2026, inovação será sinônimo de consistência, interoperabilidade e inteligência aplicada. Quem liderar esse movimento irá conquistar maior confiança do cliente e ganhará capacidade de escalar produtos digitais com rapidez, segurança e eficiência operacional. 

Vamos conversar sobre essas oportunidades? Preencha o formulário abaixo e consulte nossos especialistas.

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