Tendências 2026 no Setor de Seguros no Brasil e na América Latina

O que muda no mercado de seguros em 2026

Segundo a Deloitte, o mercado de seguros entra em 2026 em um novo estágio de maturidade, no qual a prioridade deixa de ser adoção tecnológica e passa a ser eficiência operacional, escala sustentável e rentabilidade (Deloitte, 2026 Global Insurance Outlook).

No Brasil e na América Latina, esse movimento acontece de forma distinta do cenário global. De acordo com a MAPFRE, a região mantém um ritmo de crescimento acima da média mundial, impulsionado por digitalização, investimento em Insurtechs e avanço regulatório, especialmente com o Open Insurance.

Com o PIB regional projetado para crescer acima de 2%, segundo relatórios de mercado consolidados pela MAPFRE e pela Fenacor, a América Latina, com o Brasil na liderança, consolida-se como um polo estratégico para inovação em seguros digitais B2B.

Em 2026, transformar-se deixa de ser opcional. Passa a ser um mandato competitivo e regulatório.

Crescimento focado e aceleração regulatória no mercado latino-americano

Segundo a Deloitte, enquanto o mercado global de seguros projeta crescimento moderado de cerca de 3% ao ano, pressionado por margens e custos operacionais, a América Latina apresenta um cenário de crescimento focado, com oportunidades concentradas em nichos específicos e intensivos em dados.

De acordo com a MAPFRE, os principais vetores de crescimento na região são:

  • Life & Care, impulsionado por personalização, longevidade e análise preditiva
  • Mobilidade, com seguros baseados em uso (UBI), telemetria e IoT

Esse contexto cria um novo equilíbrio: há capital disponível e demanda crescente, mas a captura de valor depende da capacidade de operar com eficiência, dados confiáveis e compliance integrado.

Open Insurance no Brasil: quando compliance vira vantagem competitiva

Segundo a Fenacor e o Banco Central do Brasil (BCB), o Brasil está em estágio avançado de implementação do Open Insurance, aproveitando aprendizados técnicos e regulatórios do Open Finance.

De acordo com estudo da FGV (Instituto de Inovação em Seguros e Resseguros), o Open Insurance tem potencial direto de:

  • Reduzir assimetrias de informação
  • Aumentar competição
  • Viabilizar produtos mais personalizados
  • Melhorar a experiência do cliente

O desafio central: LGPD e experiência do usuário

Segundo pesquisa acadêmica publicada pelo Mackenzie, um dos principais entraves ao avanço do Open Insurance é o uso excessivo do consentimento como base legal predominante para tratamento de dados, o que gera fricção na jornada do cliente e baixa eficiência operacional.

Especialistas apontam que seguradoras mais maduras já avançam na:

  • Diversificação de bases legais (execução de contrato, legítimo interesse)
  • Adoção de RegTech
  • Uso de Legal Design para simplificar jornadas e comunicações regulatórias

Em 2026, segundo a FGV, compliance bem desenhado deixa de ser custo e passa a ser ativo estratégico de crescimento.

Subscrição dinâmica: uma das principais tendências para seguros em 2026

Segundo a Insurtalks, a subscrição dinâmica (Dynamic Pricing) surge como uma das tendências mais relevantes para o setor de seguros, especialmente na América Latina, onde cresce a demanda por produtos personalizados e contextuais.

Esse modelo utiliza:

  • Dados de IoT e telemetria
  • Análises preditivas baseadas em Machine Learning
  • Atualização contínua de perfis de risco

De acordo com a Insurtalks, a subscrição dinâmica permite ajustar preços em tempo real, refletindo mudanças no comportamento do segurado, como hábitos de condução, padrões de saúde ou uso de ativos segurados.

Inteligência Artificial no mercado de seguros: do discurso à escala

Segundo a Deloitte, a Inteligência Artificial será o principal vetor de transformação do setor de seguros até 2026, especialmente em subscrição, sinistros e detecção de fraudes.

No entanto, dados da Revista Fator Brasil indicam que cerca de 40% das seguradoras ainda não utilizam IA de forma eficaz, principalmente devido a:

  • Sistemas legados
  • Silos de dados
  • Ausência de estratégia clara de escalabilidade

De acordo com a Deloitte, o sucesso da IA depende de “fixar as fundações primeiro”, ou seja, dados estruturados, cloud e governança.

Casos de uso com maior retorno

Segundo a SS&C Blue Prism:

  • Subscrição preditiva reduz tempo de análise e melhora precisão atuarial
  • Sinistros inteligentes aceleram resolução, detectam fraudes e reduzem custos jurídicos

Em 2026, a IA no setor de seguros deixa de ser apenas analítica e passa a ser operacional.

Automação Inteligente: eficiência que financia inovação

De acordo com a SS&C Blue Prism, entre 50% e 60% das funções de back-office no setor de seguros podem ser automatizadas por meio de RPA e automação inteligente.

Segundo a Insurtalks, os principais benefícios são:

  • ROI rápido e mensurável
  • Redução de erros operacionais
  • Aumento de conformidade regulatória

A automação inteligente torna-se a principal alavanca para financiar projetos mais complexos, como GenAI e Open Insurance.

Embedded Insurance e a nova experiência do cliente

Segundo a Softtek, o Embedded Insurance é uma das tendências mais relevantes para 2026, ao integrar o seguro diretamente no contexto de uso do cliente.

Esse modelo:

  • Reduz fricções
  • Aumenta conversão
  • Melhora percepção de valor

De acordo com análises publicadas pelo CQCS, o sucesso do Embedded Insurance depende de jornadas simples e totalmente digitais, da contratação ao sinistro, apoiadas por cloud, APIs e integração com parceiros.

O fator humano: talentos como diferencial competitivo

Segundo a Insurtalks, o setor de seguros enfrenta uma crise de talentos digitais, agravada pela aposentadoria de profissionais experientes e pela competição com fintechs e bancos.

Além disso, segundo estudo publicado pelo SAPO ECO, o ciclo de vida das competências técnicas caiu para cerca de 2,5 anos, tornando o aprendizado contínuo uma exigência estratégica.

De acordo com especialistas do setor:

  • Reskilling permite migrar talentos internos para novas funções digitais
  • Upskilling aumenta produtividade e retenção

Em 2026, tecnologia só escala quando pessoas escalam junto.

Como capturar as oportunidades do mercado de seguros em 2026

Com base em análises da Deloitte, FGV, SS&C Blue Prism e MAPFRE, três movimentos estratégicos se destacam:

  1. Gerar eficiência imediata, com automação inteligente
  2. Construir fundações sólidas, com cloud, dados e APIs reguladas
  3. Habilitar inovação de receita, com IA, subscrição dinâmica e embedded insurance

As seguradoras que conseguirem orquestrar esses três vetores estarão melhor posicionadas para crescer com segurança e rentabilidade.

Por que a ília

A ília atua como parceira estratégica para seguradoras e instituições financeiras que precisam transformar complexidade regulatória em escala sustentável.

Apoiamos organizações do setor com:

  • Open Insurance e RegTech alinhados ao BCB e à SUSEP
  • IA aplicada a subscrição, sinistros, risco e fraude
  • Automação inteligente com ROI rápido
  • Arquiteturas em cloud híbrida e APIs interoperáveis
  • UX e Legal Design para jornadas claras e em conformidade

Em 2026, inovação no mercado de seguros será sinônimo de consistência, interoperabilidade e inteligência aplicada ao negócio.

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